A Princesa Cecylia Lubomirska de Bourbon (1907–2001) é uma figura pouco conhecida do grande público, mas que carrega em sua trajetória um elo singular entre a aristocracia europeia e o Brasil. Nascida na Polônia, Cecylia pertencia à tradicional Casa Lubomirski, uma das mais influentes famílias nobres da Europa Central.

Em 1932, ganhou projeção internacional ao se casar com o Príncipe Gabriel de Bourbon, membro da Casa de Bourbon-Espanha, em cerimônia realizada na histórica Catedral de Wawel, em Cracóvia — um dos principais símbolos da monarquia polonesa. Fotografias do casamento, preservadas em arquivos históricos europeus, registram o evento como um dos grandes enlaces aristocráticos do período entre guerras.

Vivendo as transformações do século XX, Cecylia atravessou o declínio das monarquias tradicionais e passou a levar uma vida discreta, distante do exercício direto do poder. Nos anos finais de sua vida, estabeleceu-se no Brasil, mas consta que ela teria vindo morar em um “bom apartamento” na região do Parque da Mooca, tendo falecido em São Paulo, em 2001 — fato que a conecta definitivamente à história da cidade e da Mooca.

Embora não haja registros formais que confirmem residência no bairro da Mooca, a presença da princesa na capital paulista reforça o caráter cosmopolita da Mooca, bairro que tradicionalmente acolheu e acolhe imigrantes, exilados e personagens vindos de diferentes partes do mundo, inclusive da antiga nobreza europeia.

História inserida fev/2025